05 dezembro 2021

Amigo secreto & biscoitos

Sei que bastante gente não gosta de participar de amigo secreto, mas eu gosto, o que é bem estranho se formos considerar o meu perfil antissocial kkkk Mas é que gosto de dar presentes, e ganhar presentes também é legal né. No meu grupo (que ontem se reuniu pelo sexto ano consecutivo) a gente dá dicas de presentes para ajudar os coleguinhas, e sempre me esforço bastante para conseguir comprar o que o meu amigo pede. A minha amiga secreta desse ano (que tem um estilo meio gótico, por isso caprichei no pacote de presente em tons de preto) queria um projetor de estrelas, e entre as minhas dicas de presente estava um livro de contos de fadas que acabei ganhando!

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Em dezembro passado li um livro natalino chamado O Clube do Biscoito, que gostei mais por ter várias receitas de biscoito do que pela história em si haha Resolvi fazer a primeira receita que aparece no livro, e achei que os biscoitinhos ficaram muito bons!

02 dezembro 2021

Notícias

A boa: graças ao meu novo ~estilo de vida~ forçado já perdi quase toda a barriga.
A má: perdi o pouco de bunda que eu tinha também.

(De resto estou melhor? Sim porém com ressalvas.)

23 novembro 2021

Novembro, 22

Para uma segunda-feira, ontem o dia foi inesperadamente bom. Apesar da segunda noite mal dormida seguida, o dia rendeu porque ele amanheceu ensolarado e isso me deixou bem disposta:
  • Tirei as cortinas dos quartos para lavar (e mal eram sete da manhã!)
  • Comprei para mim um presente de trinta anos especial (especial = caro) depois de muita deliberação
  • Tive um dia bom no trabalho (uau!)
  • Saí para fazer umas comprinhas, entre elas o que faltava do presente do meu amigo secreto
  • Lavei as janelas dos quartos
  • Recebi os livros da campanha Princesa que apoiei em maio, e gravei um videozinho do unboxing (infelizmente ele ficou muito grande para fazer o upload direto aqui)
  • Fui na minha vó só dar um oi para uns parentes de longe que estão na cidade, e o só dar um oi acabou levando duas horas
No final da noite a bad quis bater, mas consegui segurar a barra.

21 novembro 2021

Caraminholas na cabeça

Terminei de ler o livro O Homem Que Não Conseguia Parar, que fala sobre TOC, e apesar de ter sido uma leitura muito chata ela me fez parar para pensar em algumas coisas.
Essa capa é sensacional

Sempre aponto 2004 como o ano em que as minhas loucuras começaram. Nesse ano menstruei pela primeira vez, e todo mundo sabe que os hormônios mexem com a cabeça das pessoas. Mas depois de ler o livro e ficar conhecendo a ideia de responsabilidade inflada, identifiquei um acontecimento específico que pode (ou não) ter desencadeado o meu TOC: no mesmo ano, num dia na escola, a minha irmã mais nova não estava me esperando no lugar de sempre quando o sinal da saída tocou, e fiquei desesperada procurando por ela em todos os lugares. No fim encontrei ela ainda na sala com outras crianças terminando de copiar a lição do quadro, mas quando cheguei em casa eu continuava tão perturbada com o "desaparecimento" dela que a minha mãe decidiu me colocar num curso de pintura porque eu ~precisava relaxar~.

O meu principal tique na época era conferir a minha mochila antes de ir para a escola (eu abria e fechava a mochila várias vezes para ver se todo o meu material estava lá dentro, e ainda pedia para a minha irmã ver comigo) e o meu estojo antes de voltar para casa. Foi nessa mesma época que comecei a ficar preocupada em só tirar notas altas e a sair menos de casa também, para poder estudar mais.

Hoje em dia, as compulsões que mais me desgastam são aquelas relacionadas ao meu trabalho, porque é onde tenho mais responsabilidades:
  • Ficar voltando ao ponto biométrico para confirmar se bati o ponto mesmo, ou ficar olhando fixamente para ele por algum tempo para garantir que o meu registro está lá
  • Verificar tudo o que digito várias vezes para garantir que não digitei nada errado
  • Contar várias vezes todos os papéis que precisam ser arquivados para garantir que não perdi nada
  • Abrir e fechar as caixas de arquivo várias vezes para garantir que não esqueci nada

Algumas das minhas outras compulsões são:
  • Mexer no buraquinho de brinco nas minhas orelhas sempre que penso em doença ou morte na família, para cancelar o pensamento
  • Encostar na cor verde ou em alguma coisa fixa (de preferência feita de madeira e usando o cotovelo) sempre que penso em alguma coisa desagradável, para cancelar o pensamento
  • Verificar várias vezes tudo o que jogo no lixo para ter certeza de que não joguei fora nada importante (já cheguei a revirar o lixo no trabalho)
  • Ficar folheando os livros que vou enviar pelo correio para garantir que não deixei nada no meio das folhas, e conferir os endereços muitas vezes também (a minha mãe sempre me ajuda nessa hora, para me tranquilizar e poupar tempo)
  • Ficar voltando páginas durante a leitura de um livro só para confirmar que não pulei nenhuma (no Kindle é pior, porque sempre acho que dei dois toques na tela)
  • Evitar tirar fotos do meu gato e postar na internet com medo de que vá acontecer alguma coisa com ele
  • Sempre me despedir dos membros da minha família com um "se cuide" para que nada aconteça com eles
  • Tem um caso específico que já virou piada aqui em casa, mas eu não via como um pensamento invasivo até ler o livro. O meu pai gosta de completar álbuns de figurinhas de futebol, mas quem cola as figurinhas para ele sou eu. O último álbum dele já está incompleto faz uns cinco anos, porque a gente se enrolou para colar as figurinhas faltantes que comprei pela internet, e agora na minha cabeça se a gente completar o álbum alguma coisa vai acontecer com o meu pai.

Alguns dias com TOC são piores do que outros, principalmente quando estou vivendo alguma outra situação já estressante, mas o meu TOC não é tão ruim quanto os das pessoas mencionadas no livro. Até já consegui me livrar de algumas compulsões (tipo ficar verificando várias vezes o despertador no celular antes de ir dormir), mas tenho noção de que deixo de fazer um monte de coisa por causa do transtorno.

13 novembro 2021

Ainda vai levar um tempo pra fechar o que feriu por dentro

Hoje faz três meses que só tenho pensado no meu próprio rabo (literalmente), e nesse post vou falar mais sobre isso :)

Depois de um breve período de certa tranquilidade sem hemorroida, comecei a sentir muita dor ao fazer cocô e por horas depois disso, então no mês passado voltei a procurar ajuda médica. Se viver sem dor já pode ser uma experiência bem desagradável, viver com dor no cu é uma bosta (rs).

Acabei pagando uma consulta particular, e a médica que me atendeu dessa vez foi muito simpática comigo. Até chorei conversando com ela, e não foi porque ela cutucou a minha ferida kkkk Como eu já tinha a experiência de antes para me guiar, a consulta foi bem mais tranquila também (dessa vez só abaixei as calças em vez de tirá-las por completo).

O meu diagnóstico: da minha hemorroida só restou um plicoma, que é tipo um excesso de pele que não precisa ser removido (a menos que você se importe com a aparência do teu cu). O que vinha me causando dor era uma fissura anal crônica.

Parando para pensar, acho que o incomodo que sinto todo fim de ano já faz seis anos é essa fissura. Parando para pensar mais um pouco, devo ter isso sempre na mesma época porque no inverno bebo pouca água, o que acaba prejudicando o funcionamento do meu intestino.
No meu caso pode ser mesmo

A médica me receitou um anti-inflamatório, um remédio para dor, uma fibra solúvel e uma pomada (tenho quase 30 anos e até o mês passado eu nunca tinha enfiado o dedo no cu, que saudades daquela Vanessa!). Também tive que parar de usar papel higiênico, comecei a beber muita água e a adicionar mais fibras na minha dieta.

Quando fazer cocô se torna uma tortura, você acaba pensando muito no que vai comer e por isso comendo menos, o que é triste. Nessa brincadeira já emagreci 2kg! Sério, gente. Cagar me deixa ansiosa. Não cagar me deixa ansiosa. Não preciso de MAIS motivos para ser ansiosa!

Enfim. Nessa semana fui na minha reconsulta já preparada para ouvir a médica falar em cirurgia porque ainda estou sentindo dor ao fazer cocô, mas ela me disse que uma camada de pele já se formou na minha fissura, e que provavelmente a ferida vai mais para dentro e é essa parte que ainda não sarou direito (na minha primeira consulta ela não conseguiu fazer o exame de toque porque eu estava sentindo muita dor, mas dessa vez ela conseguiu e foi uma das sensações mais desagradáveis da minha vida).

Ela me receitou mais anti-inflamatórios e agora vou ter que botar o dedo ainda mais fundo na hora de passar a pomada kkkrying A cirurgia ainda não foi descartada. Já nem sei se não seria melhor enfrentar a cirurgia de uma vez e acabar logo com isso, já que as festas de fim de ano estão chegando (QUERO COMER!!!!!) e eu não vou aguentar mais três meses dessa vida.

Então é isso, pessoal! Bebam muita água, comam fibra, tentem fazer cocô todo dia (mas sem forçar) e procurem ajuda médica quando precisarem. Vai saber onde eu estaria hoje se não tivesse tido vergonha de procurar um médico há seis anos, ou quem sabe em agosto mesmo.